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Romeno
Para Diante
o crime de que eu a acuso, eis a razão por que a marquei.
- Sr. D’Artagnan - disse Athos -, qual é a pena que reclama para esta mulher?
- A pena de morte - respondeu D’Artagnan.
-Milorde de Winter -continuou Athos -, qual é a pena que reclama para esta mulher?
- A pena de morte - retorquiu lorde de Winter.
- Senhores Porthos e Aramis - continuou Athos -, os senhores que são os seus juízes, que pena aplicam a esta mulher?
- A pena de morte - responderam com voz surda os dois mosqueteiros.
Milady soltou um grito horrível e deu alguns passos na direção dos seus juízes, arrastando-se de joelhos. Athos estendeu a mão para ela.
- Anne de Breuil, condessa de La Fere, milady de Winter - disse ele -, os seus crimes cansaram os homens na Terra e Deus no Céu. Se sabe alguma oração, faça-a, pois foi condenada e vai morrer.
Ao ouvir estas palavras que não lhe permitiam nenhuma esperança, Milady ergueu-se o mais que pôde, quis falar, mas não teve forças, sentiu que uma mão poderosa e implacável a agarrava pelos cabelos e a arrastava tão irrevogavelmente como a fatalidade arrasta o homem, nem sequer tentou oferecer resistência, e saiu da choupana.
Lorde de Winter, D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis saíram atrás dela. Os criados seguiram os seus amos, e a sala ficou solitária com a sua janela partida, a sua porta aberta e o seu candeeiro enegrecido que ardia tristemente em cima da mesa.
A EXECUÇÃO
Era quase meia-noite, a Lua, afilada em minguante e ensanguentada pelos últimos vestígios da tempestade, despontava atrás da pequena cidade de